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Os 193 países das Nações Unidas  assinaram uma declaração conjunta para livrar o mundo das “superbactérias” – micro-organismos resistentes aos tratamentos existentes. De acordo com especialistas, o compromisso internacional deve prevenir a morte de 700 mil pessoas por ano. Esta será a quarta declaração da ONU sobre questões de saúde, após o HIV em 2001, doenças crônicas em 2011 e ebola em 2013.

De acordo com especialistas, as superbactérias, que se desenvolvem por causa do uso em excesso de antibióticos em humanos e na produção agropecuária, são uma das maiores ameaças para a Humanidade. Cepas de bactérias resistentes aos mais potentes medicamentos existentes já foram identificados em diversos países, incluindo o Brasil. Estimativas apontam que, sem combate, esses micro-organismos podem matar 10 milhões de pessoas por ano a partir de 2050. “É irônico que uma coisa tão pequena provoque tamanha ameaça pública. Mas ela é uma ameaça global à saúde que precisa de uma resposta global”, disse Jeffrey LeJeune, pesquisador da Universidade Estadual de Ohio, nos EUA.

Pela declaração, os signatários terão dois anos para apresentar um plano de ação. Os países também se comprometem a desenvolver sistemas de regulamentação e vigilância sobre o uso e venda de antibióticos para humanos e animais; encorajar pesquisas para o desenvolvimento de novos antibióticos e métodos de diagnóstico rápido; e educar profissionais de saúde e o público em geral em como prevenir infecções.

Os países signatários reunidos na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, já se comprometeram a destinar fundo de US$ 790 milhões a pesquisas sobre resistência antimicrobiana. “As infecções resistentes a medicamentos já estavam na agenda global, mas agora o verdadeiro trabalho começa”, disse Dame Sally Davies, diretor médico do Reino Unido. “Nós precisamos que governos, indústria farmacêutica, profissionais de saúde e setor agropecuário respeitem seus compromissos para salvar a medicina moderna”, completou.

Fonte: O Globo